Problema
Empresas, governos e organizações utilizam dados públicos, pesquisas, formulários e escutas qualitativas para orientar programas de saúde, bem-estar, diversidade e impacto. Entretanto, essas informações geralmente permanecem dispersas, dificultando a compreensão integrada de como território, raça, gênero, saúde e condições socioeconômicas influenciam diferentes grupos de mulheres. A PRYA está sendo desenvolvida para investigar como essas evidências podem ser organizadas e transformadas em inteligência territorial útil para decisões mais contextualizadas e preventivas.
Solução
Propomos desenvolver uma plataforma de Inteligência Territorial que organize, com consentimento, informações produzidas por diferentes mulheres em jornadas digitais estruturadas. Os dados serão anonimizados, agregados e combinados a indicadores públicos sobre saúde, território e condições socioeconômicas. A PRYA pretende identificar padrões e apresentar visualizações que ajudem empresas, governos e organizações a compreender seus públicos, priorizar ações e direcionar recursos. A solução também prevê devolutivas úteis às participantes, criando valor para quem gera os dados e para quem os utiliza nas decisões. Neste momento, validamos o MVP com uma jornada digital mínima, escuta contextualizada e uma primeira visualização institucional agregada.
Modelo de negócio
O modelo de negócio inicial será B2B e B2G, por meio de Pilotos Institucionais de Inteligência Territorial contratados por empresas, governos, organizações sociais e iniciativas de impacto. Cada piloto poderá incluir definição do desafio, mobilização das participantes, jornada estruturada, tratamento e análise agregada dos dados, visualização dos principais padrões e recomendações institucionais. A hipótese inicial de ticket médio é de R$ 40 mil por piloto, com uma faixa estimada entre R$ 30 mil e R$ 70 mil, conforme duração, número de participantes, território e entregáveis. Após validar a utilidade dos dados e a disposição a pagar, a PRYA poderá evoluir para contratos recorrentes de licenciamento e acompanhamento de indicadores. Tanto o formato quanto os valores ainda serão testados durante a validação comercial do MVP.
Mercado
A PRYA pretende atuar no mercado global de Healthcare Analytics, estimado em US$ 55,52 bilhões em 2025 e projetado para alcançar US$ 166,65 bilhões até 2030, com crescimento médio anual de 24,6%. Dentro desse mercado, nosso recorte inicial está na geração de inteligência territorial aplicada à saúde, ao bem-viver e às condições sociais que influenciam diferentes grupos de mulheres. A entrada será realizada por meio de pilotos institucionais, começando pelo Brasil e avançando posteriormente para países lusófonos. Como mercado adjacente, a saúde global das mulheres foi estimada em US$ 53,5 bilhões em 2025. Entretanto, nesta fase, utilizamos Healthcare Analytics como mercado principal para evitar a sobreposição de estimativas.
Concorrentes
Os principais concorrentes e referências são Irth, na transformação de experiências de mulheres negras em informações para instituições de saúde; Socially Determined, em análise de riscos sociais e territoriais; e Unite Us, na integração de dados e resultados de saúde e assistência. No Brasil, concorremos indiretamente com consultorias de impacto, institutos de pesquisa e plataformas de Health Analytics. A PRYA ainda está validando seu MVP e busca se diferenciar pela integração entre escuta consentida, contexto territorial e dados públicos, com foco inicial nas experiências de mulheres negras e geração de inteligência para decisões institucionais.
Diferencial competitivo
O diferencial competitivo proposto pela PRYA é integrar escutas consentidas de diferentes mulheres, contexto territorial e dados públicos em um único fluxo de geração de inteligência. Enquanto plataformas de Health Analytics trabalham principalmente com bases clínicas, demográficas ou socioeconômicas, e pesquisas qualitativas costumam produzir diagnósticos pontuais, a PRYA pretende conectar a experiência vivida aos indicadores existentes para revelar padrões que os dados tradicionais, isoladamente, não mostram. Outro diferencial é a devolutiva às participantes: a proposta não considera as mulheres apenas como fontes de informação, mas como parte de uma troca de valor. A mesma jornada deve gerar compreensão útil para elas e evidências agregadas para decisões institucionais. Esse diferencial ainda está sendo validado no MVP, inicialmente com uma jornada digital mínima e uma visualização institucional simples.
Barreira de entrada
Nossa principal barreira de entrada será uma base proprietária e cumulativa de dados consentidos, contextualizados por território, raça, gênero, saúde e condições socioeconômicas — informações que não são encontradas de forma integrada nas bases tradicionais. A cada jornada, a PRYA poderá aprimorar seus padrões de análise, indicadores e recomendações, criando um efeito de aprendizado difícil de reproduzir. Essa base será fortalecida pela metodologia própria Território, Liderança e Bem-Viver e pela confiança necessária para gerar informações qualificadas. Um novo concorrente poderá desenvolver uma tecnologia semelhante, mas precisará construir, ao longo do tempo, metodologia, confiança, acesso aos públicos e histórico de dados. Essa barreira ainda está em formação e será validada com o MVP.
Tração
Sim. A PRYA apresenta tração inicial de validação e posicionamento, ainda não comercial. Concluiu o programa SHIFT, da Djassi Africa, participa do VBA LAB e do I Desafio Regenera, e foi selecionada como startup oficial do Web Summit Rio 2026. O MVP navegável está disponível em prya.life e possui um plano estruturado de 13 ações para o beta. A startup também articula redes e organizações ligadas à saúde, às mulheres, ao empreendedorismo e ao impacto social. Neste momento, prepara um teste fechado com 5 a 10 mulheres e a primeira visualização institucional agregada. Ainda não possui clientes pagantes, receita recorrente ou métricas de uso do produto tecnológico; esses são os próximos indicadores a validar.