Problema
Todo mercado de previsão tem alguém entre o fato e o pagamento: uma equipe, uma votação de token ou um modelo de IA decide quem ganhou. É aí que o setor acumula queixas. Na maior plataforma on-chain, um resultado contestado vai a voto de detentores de token e leva dias, e houve resoluções disputadas que ficaram famosas. O segundo problema é quem escreve as perguntas: Kalshi e Polymarket criam todos os mercados internamente; o usuário só sugere. Isso deixa de fora as perguntas que mais interessam a uma comunidade cripto: o projeto vai queimar tantos tokens? A liquidez vai ficar travada? O validador vai chegar a tanto de stake? E os projetos on-chain não têm uma forma de transformar suas metas públicas em engajamento pago da própria comunidade.
Solução
Cada campanha do Brot é uma pergunta de SIM ou NÃO que uma conta da Solana responde sozinha: um preço da Pyth, o supply de um token, um pool da Meteora, um stake pool, o stake de um validador ou a graduação de uma curva de lançamento. As pessoas entram no SIM ou no NÃO com SOL; no prazo, o nosso programa lê a conta e os vencedores dividem o pote. Ninguém, nem nós, consegue virar um resultado. Só entram metas que não se falsificam com dinheiro emprestado por segundos e que, cumpridas, não voltam atrás. E qualquer pessoa abre uma campanha, a partir de US$ 500, quase tudo vira prêmio, e o criador ganha de 1% a 1,5% de cada entrada, ganhe o lado que ganhar. Projetos abrem campanhas sobre as próprias metas e trazem seus holders; KOLs trazem sua audiência. Toda campanha nasce com um divulgador pago.
Modelo de negócio
Três fontes. Abertura: quem abre uma campanha paga a partir de US$ 500, em três faixas (US$ 500, 2.500 e 10.000); a maior parte vira prêmio no pote e o resto fica com o Brot. Times e parceiros de lançamento abrem de graça. Taxa: o Brot fica com 10% do lado perdedor de cada campanha. Criador: recebe de 1% a 1,5% das entradas, conforme a faixa, o que faz dele o nosso canal de distribuição; BDs que trazem criadores recebem parte da taxa do Brot sobre esse volume. Ticket: a abertura média esperada é a faixa de entrada, US$ 500, com projetos subindo para 2.500 e 10.000; o ticket médio de entrada dos participantes ainda não foi medido, porque o beta roda com SOL de teste.
Mercado
O setor de mercados de previsão pagou cerca de US$ 22,6 bilhões em 30 dias até o início de outubro de 2026 (DefiRate, fonte secundária). A Kalshi movimentou cerca de US$ 13,5 bilhões em setembro de 2026 (DefiLlama) e informou US$ 4 bilhões de receita anualizada em julho (CoinDesk, citando The Information). A Polymarket gerou cerca de US$ 103,5 milhões em taxas nos últimos 30 dias até 7/10/2026 (DefiLlama). As duas valem de US$ 21 a 40 bilhões. A nossa fatia é um nicho dentro disso: perguntas que uma conta da Solana responde, que são cripto e não esporte. Do lado da oferta, o pump.fun soma 80 milhões de carteiras desde a criação (The Block, junho de 2026), e é esse público, de projetos e criadores que precisam de engajamento, que abre campanhas. Não calculamos TAM: a demanda pelos nossos tipos de pergunta ainda vai ser medida no beta.
Concorrentes
Os grandes: Kalshi (regulada nos EUA, mais de 80% do volume em esportes) e Polymarket (on-chain, resolução pelo oráculo UMA, com votação de token em disputas). Ambos escrevem todos os mercados em casa. Na Solana: World (world.xyz), dentro da carteira Phantom, que roteia ordens a provedores; DFlow e Jupiter, que levam os mercados da Kalshi para a Solana; Melee Markets, em beta por convite, em que qualquer um cria e o criador ganha; Hedgehog, Triad e Hxro Parimutuel; e o PNP Protocol, que resolve com oráculos de LLM. Em outras redes: Limitless (Base), Myriad e o HIP-4 da Hyperliquid. Nenhum que encontramos resolve lendo diretamente uma conta on-chain, sem pessoa, voto ou modelo no meio.
Diferencial competitivo
Dois, juntos. Primeiro, a resolução: o resultado sai da leitura de uma conta on-chain, não de equipe, voto ou IA. Não há janela de disputa nem token de governança para comprar. Segundo, a distribuição: na Kalshi e na Polymarket a casa escreve todos os mercados; no Brot qualquer um abre, e o criador recebe de 1% a 1,5% de cada entrada. O pump.fun mostrou que pagar o criador move volume; nós aplicamos isso a mercados de previsão. Cada campanha chega com alguém interessado em divulgá-la: o projeto que quer engajar seus holders ou o KOL que quer monetizar a audiência. Além disso, o pote em SOL é simples: sem livro de ordens, sem liquidez a prover, sem token próprio.
Barreira de entrada
A lista fechada de leitores. Cada tipo de pergunta tem um leitor escrito à mão que sabe qual conta ler, confere o dono e o formato antes de ler um byte e é testado em bytes reais da mainnet. Montar seis desses com segurança, mais a matemática de pagamento conferida em 24.000 casos, levou um time sênior; copiar a ideia é fácil, copiar a garantia não. A segunda barreira é a rede de criadores e BDs: quem traz criadores ganha parte da nossa taxa sobre o volume deles, então os primeiros parceiros têm motivo para ficar. A terceira é o histórico público: cada campanha resolvida fica na blockchain como prova de que ninguém mexeu no resultado, e essa reputação só se acumula com o tempo.
Tração
Sim. Reconhecimento: o Superteam Brasil nos escolheu como um dos quatro vencedores da trilha Solana Mobile (28/10) e apresentamos no demo day da IslandDAO (29/10, mais de 35 mil visualizações). Produto: beta fechado na devnet da Solana desde 9/10, com 4 campanhas abertas por 4 criadores diferentes, 8 entradas, cerca de 24 SOL nos potes e 10 carteiras no ranking, tudo com SOL de teste. Seis leitores resolvem campanhas a partir de contas reais; o keeper resolve e paga sozinho; o indexador e o app Android estão no ar. Go-to-market: em 31/10 começou o envio para 1. 263 investidores e fundos de cripto, e o programa de criadores e BDs abre com o beta. Notícias: Lançamento na mainnet: 17/11/2026.