Problema
A Livre resolve uma lacuna na manutenção residencial: hoje, quando surge uma necessidade, o consumidor normalmente precisa contratar todo o serviço ou tentar resolver sozinho, muitas vezes sem equipamento adequado, orientação ou suporte. Esse modelo torna a manutenção mais cara, difícil de realizar com frequência e leva muitas famílias a adiá-la, comprometendo a conservação dos bens, o patrimônio e a qualidade do ambiente doméstico. A Livre atua justamente nesse espaço, ampliando o acesso a soluções profissionais de forma assistida.
Solução
A Livre propõe resolver esse problema por meio da locação assistida, uma terceira via entre contratar todo o serviço e tentar fazer sozinho. O cliente recebe equipamento profissional, insumos, orientação, suporte e logística em uma única solução, com foco em aproximá-lo de um resultado satisfatório. Assim, a Livre reduz barreiras de custo, conhecimento e acesso, permitindo que mais pessoas realizem manutenções residenciais com autonomia, economia e apoio técnico.
Modelo de negócio
O modelo validado hoje é B2C transacional, com locação assistida paga por uso. Na nova precificação, os planos serão de R$ 199 por 12 horas, R$ 260 por 24 horas e cerca de R$ 350 para 36–48 horas, incluindo equipamento, insumos, suporte, entrega e retirada. Com base no mix esperado de locações, projetamos ticket médio B2C entre R$ 220 e R$ 250. Na expansão, o modelo prevê uma rede de hubs/licenciados: quando o parceiro realiza guarda e logística, pode receber até 40% da locação e a Livre retém 60%, além de gerar receitas com licenciamento, insumos, manutenção e tecnologia. Assinaturas B2C, para profissionais e B2B2C corporativo estão em validação como novas fontes de receita recorrente.
Mercado
A Livre atua no mercado global de serviços e manutenção residencial, estimado em aproximadamente US$ 425 bilhões em 2025. Nossa oportunidade não está restrita a uma vertical, como higienização de estofados: a residência é a unidade de demanda e reúne diferentes necessidades recorrentes de manutenção. A Livre busca capturar a parcela desse mercado que pode migrar da contratação integral para o acesso assistido, começando pela higienização e incorporando progressivamente novas categorias. No Brasil, essa tese parte de uma base de cerca de 79 milhões de domicílios.
Concorrentes
Os principais concorrentes hoje são prestadores de serviços, locadoras tradicionais de equipamentos e equipamentos domésticos vendidos ao consumidor. Existem empresas que alugam equipamentos; elas oferecem o equipamento, enquanto a Livre estrutura uma jornada assistida, com insumos, orientação, suporte e logística, aproximando o cliente do resultado final.
Diferencial competitivo
O principal diferencial da Livre é não entregar apenas o equipamento, mas a solução orientada para o resultado. Enquanto locadoras tradicionais oferecem somente o acesso à máquina e equipamentos domésticos exigem que o consumidor descubra sozinho como utilizá-los, a Livre integra equipamento profissional, insumos, orientação, suporte e logística em uma única jornada assistida. Isso reduz a insegurança de quem quer fazer por conta própria e aumenta a chance de alcançar um resultado satisfatório com economia e autonomia.
Barreira de entrada
A barreira competitiva da Livre é construída pela combinação de conhecimento operacional acumulado, protocolos próprios de execução, base de clientes e leads, dados de uso, marca e uma rede de distribuição assistida. O equipamento pode ser comprado por qualquer concorrente, mas reproduzir uma operação que já realizou cerca de 2.000 locações, conhece o comportamento do consumidor, sabe transformar equipamentos profissionais em experiências executáveis pelo cliente e consegue replicar esse modelo em novas categorias exige tempo, aprendizado operacional e densidade de rede. À medida que a Livre adiciona categorias, clientes e hubs, aumenta também o valor dessa infraestrutura e o custo de replicação para novos entrantes.
Tração
Sim. A Livre já possui tração comprovada: cerca de 2.000 locações realizadas; aproximadamente 30% de recorrência de clientes; quase 30 mil seguidores no Instagram; cerca de 11 mil leads gerados. Esses resultados foram alcançados mesmo com operação ainda centralizada e cobertura geográfica limitada, o que reforça a existência de demanda antes da expansão da infraestrutura.